País
Controlo de fronteiras. Governo e polícias não chegaram a acordo sobre suplemento
O Governo e as associações sindicais da PSP e GNR não chegaram a um entendimento sobre o suplemento para a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF).
Segundo apurou a RTP, o executivo avançou com a proposta de 160 euros de suplemento para os elementos ligados ao controlo aeroportuário. Um suplemento que seria aplicado já em 2026, com retroativos a 1 de julho.
Em 2027, esse valor passaria a ser de 210 euros. Durante a tarde, as reuniões do Governo com os sindicatos estiveram suspensas por duas vezes para a avaliação da proposta apresentada esta tarde pelo ministro da Administração Interna.No entanto, segundo a proposta do Governo, o valor deste suplemento iria absorver outros suplementos que os elementos das forças de segurança possam já receber.
Por exemplo, agentes que já auferissem o suplemento de patrulha ou de comando deixariam de receber esses suplementos para passarem a ter o que foi agora proposto pelo Governo.
As reuniões entre o Governo e os sindicatos estiveram suspensas por duas vezes e, no final, não foi possível chegar a um entendimento.
Paulo Sérgio, da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), afirmou que esta é uma proposta "frágil".
"Há aqui incongruências. Um profissional que entre na UNEF vai perder o suplemento de patrulha ou de comando", vincou em declarações aos jornalistas.
Para o responsável, estes valores colocam em causa a "estabilidade" e a própria "atratividade" da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras. Feitas as contas, a ASPP diz que o aumento fica "na casa dos 70 euros".
Paulo Sérgio sublinha que o sindicato pretende "avançar para uma apreciação global dos suplementos e das tabelas remuneratórias".